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	<title>Corsair &#8211; Asas sobre os mares</title>
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	<link>https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br</link>
	<description>A história da Aviação Naval da Marinha do Brasil</description>
	<lastBuildDate>Thu, 12 Aug 2021 19:15:05 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Corsair &#8211; Asas sobre os mares</title>
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	<item>
		<title>Chance Vought V-66B Corsair (O2V)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rudnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 12:55:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aeronaves]]></category>
		<category><![CDATA[de Asa Fixa]]></category>
		<category><![CDATA[Corsair]]></category>
		<category><![CDATA[Corsário]]></category>
		<category><![CDATA[O2V]]></category>
		<category><![CDATA[V-66B]]></category>
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					<description><![CDATA[HISTÓRICO O Chance Vought V-66B Corsair II era a versão para exportação ao Brasil do biplano de observação O3U, desenvolvido a partir do Chance Vought O2U e apresentado à US Navy em 1930. Os primeiros exemplares de um lote inicial de 36 aeronaves foram entregues à marinha estadunidense em janeiro de 1931. Até 1935, a ... <a title="Chance Vought V-66B Corsair (O2V)" class="read-more" href="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/2021/08/06/vought-v-66b-corsair/" aria-label="Read more about Chance Vought V-66B Corsair (O2V)">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>HISTÓRICO</h3>
<p>O Chance Vought V-66B Corsair II era a versão para exportação ao Brasil do biplano de observação O3U, desenvolvido a partir do Chance Vought O2U e apresentado à US Navy em 1930. Os primeiros exemplares de um lote inicial de 36 aeronaves foram entregues à marinha estadunidense em janeiro de 1931. Até 1935, a US Navy e o US Marine Corps receberiam um total de 312 exemplares do O3U, em suas diferentes versões.</p>
<p>A companhia produziu uma versão para exportação, denominada V-50, a qual tornou-se um sucesso de vendas, com 153 exemplares vendidos à Alemanha, Argentina, China, México, Perú e Tailândia.</p>
<p><strong>No Brasil</strong></p>
<p>Com a eclosão da Revolução Constitucionalista, em 9 de julho de 1932, o governo brasileiro comprou vários tipos de aeronaves nos EUA, às pressas, para tentar recompor os meios aéreos das aviações militar e naval, que dispunham de poucas aeronaves adequadas para emprego em combate.</p>
<p>Oito aeronaves V-66B foram então adquiridas, mas acabaram por chegar ao Brasil apenas no final de 1932, quando o conflito já havia terminado. Os V-66B podiam ser utilizados tanto como hidroaviões, sendo equipados com um flutuador central e dois auxiliares, sob as asas, ou como aeronaves baseadas em terra, com um trem de pouso biciclo e bequilha com roda. Assim os <a href="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/2021/08/05/chance-vought-o2u-2a-corsair-o2u-2a-o1v/">O2U-2A</a> também recebidos naquele período, os V-66B ficaram conhecidos como &#8220;Corsários&#8221;.</p>
<p>Os V-66B foram montados entre janeiro e março de 1931 e distribuídos Centro de Aviação Naval (CAvN), no Rio de Janeiro. Em 1933, três aeronaves foram transferidas para Belém do Pará, para participarem das ações militares de manutenção da neutralidade brasileira durante o conflito entre a Colômbia e o Perú, na região amazônica. Duas dessas aeronaves passaram a compor a 2ª Divisão de Observação (2ª DO), criada em 23/03/1933.</p>
<p>Alguns meses após, seis V-66B foram distribuídos à 1ª Divisão de Observação (1ª DO). No entanto, em setembro, essas duas divisões foram extintas, sendo criada a Flotilha de Observação; no mês seguinte, essa unidade foi dissolvida e, em seu lugar, foi criada a 1ª Divisão de Aviões de Observação (1ª DAO). Durante esse ano de sucessivas mudanças de designações de unidades, os V-66B foram designados como O2V (indicando ser o 2º tipo de aeronave de Observação da Vought empregado pela Aviação Naval), e matriculados O2V-39 a O2V-46.</p>
<p>Em março de 1934, a 1ª DAO teve sua designação alterada para 2ª Divisão de Aviões de Observação (2ª DAO), concentrando nela todos os O2V; nesse mesmo mês, uma das aeronaves foi perdida em acidente. Em dezembro daquele ano, seis aeronaves foram transferidas para a Base de Aviação Naval de Ladário, no Estado do Mato Grosso, a fim de realizar missões de vigilância da fronteira oeste do Brasil, face à Guerra do Chaco, envolvendo o Paraguai e a Bolívia.</p>
<p>Em novembro de 1935, devido a problemas orçamentários e reduzida disponibilidade de aeronaves de vários tipos, incluindo os O2V, diversas divisões foram extinções, concentrando seu efetivo de pessoal e material no 1º Grupo Misto de Combate, Observação e Patrulha (1º GMCOP), sediado no Rio de Janeiro.</p>
<p>Devido ao intenso uso dos O2V em missões de treinamento, observação e espotagem de tiro de artilharia dos navios da Esquadra, a disponibilidade dos mesmos foi se tornando cada vez menor. Em vista disso, em março de 1937 o 1º GMCOP foi extinto, sendo criado em seu lugar o 1º Grupo de Observação e Caça, para o qual foram transferidos os seis O2V ainda em uso.</p>
<p>A carreira dos O2V na Aviação Naval terminou com a transferência do último exemplar disponível, a aeronave O2V-44, em 20/01/1941, às Forças Aéreas Nacionais, criadas naquela data.</p>
<p><b>Características técnicas (Vought V-66B Corsair)</b></p>
<table class="m" summary="características técnicas da aeronave">
<tbody>
<tr>
<td><i>Motor</i></td>
<td>1 Pratt &amp; Whitney R-1340-12 de 560 HP</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Comprimento</i></td>
<td>7,97 m</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Envergadura</i></td>
<td>10,97 m</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Superfície alar</i></td>
<td>30,24 m<sup>2</sup></td>
</tr>
<tr>
<td><i>Altura</i></td>
<td>3,25 m</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Peso</i></td>
<td>997 kg (vazio); 1.813 kg (máximo)</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Velocidade</i></td>
<td>317 km/h (máxima)</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Alcance</i></td>
<td>952 km</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Razão de subida</i></td>
<td>472 m/min</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Teto de serviço</i></td>
<td>6.100 m (com trem de pouso)</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Tripulação</i></td>
<td>1 piloto e 1 metralhador/observador</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Armamento</i></td>
<td>1 metralhadora Colt Browning MG40 .30 pol na seção cental da asa superior e 1 metralhadora Lewis .30 pol na nacele traseira; até 226,5 kg de bombas em cabides instalados sob as asas.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b>Vistas laterais</b></p>
<figure id="attachment_854" aria-describedby="caption-attachment-854" style="width: 1014px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-854" src="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-41_1a_divisao_de_avioes_de_observacao-1024x441.png" alt="" width="1024" height="441" srcset="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-41_1a_divisao_de_avioes_de_observacao-1024x441.png 1024w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-41_1a_divisao_de_avioes_de_observacao-300x129.png 300w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-41_1a_divisao_de_avioes_de_observacao-768x331.png 768w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-41_1a_divisao_de_avioes_de_observacao-1536x661.png 1536w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-41_1a_divisao_de_avioes_de_observacao-2048x882.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-854" class="wp-caption-text">O2V nº 41, 1ª Divisão de Aviões de Observação.</figcaption></figure>
<figure id="attachment_855" aria-describedby="caption-attachment-855" style="width: 1014px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-855 size-large" src="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-41_1a_divisao_de_avioes_de_observacao_com_trem-1024x397.png" alt="" width="1024" height="397" srcset="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-41_1a_divisao_de_avioes_de_observacao_com_trem-1024x397.png 1024w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-41_1a_divisao_de_avioes_de_observacao_com_trem-300x116.png 300w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-41_1a_divisao_de_avioes_de_observacao_com_trem-768x298.png 768w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-41_1a_divisao_de_avioes_de_observacao_com_trem-1536x596.png 1536w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-41_1a_divisao_de_avioes_de_observacao_com_trem-2048x794.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-855" class="wp-caption-text"><div class="cc-attribution-box"> </div></div> O2V nº 41, 1ª Divisão de Aviões de Observação &#8211; equipado com trem de pouso.</figcaption></figure>
<figure id="attachment_861" aria-describedby="caption-attachment-861" style="width: 1014px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-861" src="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-46_2a_divisao_de_avioes_de_observacao-1024x397.png" alt="" width="1024" height="397" srcset="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-46_2a_divisao_de_avioes_de_observacao-1024x397.png 1024w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-46_2a_divisao_de_avioes_de_observacao-300x116.png 300w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-46_2a_divisao_de_avioes_de_observacao-768x298.png 768w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-46_2a_divisao_de_avioes_de_observacao-1536x596.png 1536w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o2v-46_2a_divisao_de_avioes_de_observacao-2048x794.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-861" class="wp-caption-text">O2V nº 46, 2ª Divisão de Aviões de Observação.</figcaption></figure>
<hr noshade="noshade" size="1" width="40%" />
<p><b>Bibliografia:</b></p>
<ol>
<li>J. Flores Jr., “Aeronaves Militares Brasileiras – 1916 – 2015”, Action Editora, Rio de Janeiro, 2015.</li>
<li>A. Camazano A., &#8220;Os VOUGHT O2U-2A, V-65B e V-66B CORSAIR: Seu emprego no Brasil&#8221;. Idéias em Destaque, nº 49, Jan./Jun. 2017, INCAER, Rio de Janeiro.</li>
<li>100 Anos da Aviação Naval no Brasil / FGV Projetos. – Rio de Janeiro:<br />
FGV Projetos, 2016.</li>
</ol>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Chance Vought O2U-2A Corsair (HO, O1V)</title>
		<link>https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/2021/08/05/chance-vought-o2u-2a-corsair-o2u-2a-o1v/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rudnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 00:22:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aeronaves]]></category>
		<category><![CDATA[de Asa Fixa]]></category>
		<category><![CDATA[Corsair]]></category>
		<category><![CDATA[Corsário]]></category>
		<category><![CDATA[O1V]]></category>
		<category><![CDATA[O2U-2A]]></category>
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					<description><![CDATA[HISTÓRICO O Chance Vought O2U era um biplano monomotor, desenvolvido em 1925 pela empresa norte-americana Chance Vought Corporation para atender a uma especificação da US Navy para uma aeronave de observação e bombardeio. Denominado de &#8220;Corsair&#8221; (Corsário) pela empresa, seus dois protótipos foram entregues à US Navy em 1926. Durante os ensaios, a aeronave surpreendeu ... <a title="Chance Vought O2U-2A Corsair (HO, O1V)" class="read-more" href="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/2021/08/05/chance-vought-o2u-2a-corsair-o2u-2a-o1v/" aria-label="Read more about Chance Vought O2U-2A Corsair (HO, O1V)">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>HISTÓRICO</h3>
<p>O Chance Vought O2U era um biplano monomotor, desenvolvido em 1925 pela empresa norte-americana Chance Vought Corporation para atender a uma especificação da US Navy para uma aeronave de observação e bombardeio.</p>
<p>Denominado de &#8220;Corsair&#8221; (Corsário) pela empresa, seus dois protótipos foram entregues à US Navy em 1926. Durante os ensaios, a aeronave surpreendeu a US Navy, atendendo a todos os requisitos especificados. Um contrato para a produção de 132 aeronaves da versão inicial, O2U-1, foi assinado logo em seguida e os primeiros exemplares de série foram entregues em dezembro de 1927.</p>
<p>Ao final da produção do Corsair em suas diferentes versões, em 1930, 379 exemplares haviam sido entregues às armas aéreas de países como os EUA (incluindo sua Guarda Costeira), Argentina, Canadá, China, Cuba, Japão, México, Perú e República Dominicana.</p>
<p><strong>No Brasil</strong></p>
<p>Encomendados pelo governo brasileiro como parte do esforço para reequipar as aviações militar e naval logo após a eclosão da Revolução de 1930, os seis O2U-2A &#8220;Corsários&#8221; adquiridos chegaram ao Brasil após o final do conflito.</p>
<p>Os &#8220;Corsários&#8221; podiam ser utilizados tanto como hidroaviões ou como aeronaves baseadas em terra. Para tanto, podiam ser equipados com flutuadores (um central e dois subalares) ou com trem de pouso biciclo e uma sapata na parte ventral traseira da fuselagem. Designados como tipo HO e matriculados de nº 1 a 6, os &#8220;Corsários&#8221; foram distribuídos ao Centro de Aviação Naval no Rio de Janeiro em fins de 1930. No ano seguinte, foi criada a 1ª Seção Independente de Aviões de Esclarecimento, à qual foram transferidas as seis aeronaves.</p>
<p>Em outubro de 1931, três aeronaves foram deslocadas para Recife, a fim de auxiliar no combate às tropas rebeladas do 21º Batalhão de Caçadores. No voo de regresso ao Rio de Janeiro, em novembro, duas das aeronaves se acidentaram, ao largo de Trancoso, na Bahia.</p>
<p>Reduzidos a quatro aeronaves, os &#8220;Corsários&#8221; teriam participação intensa na Revolução Constitucionalista, a qual eclodiu no dia 9/06/1932. A Marinha de Guerra destacou várias de suas aeronaves para realizarem o patrulhamento da costa paulista, em particular na região em torno do porto de Santos, a fim de garantir o bloqueio naval imposto ao governo paulista.</p>
<p>Os quatro &#8220;Corsários&#8221; operaram desde terra, inicialmente a partir do Rio de Janeiro. Empregados nas operações militares no Vale do Paraíba, as tripulações da 1ª Seção e seus &#8220;Corsários&#8221; conseguiram detectar e localizar várias posições de artilharia paulistas, bombardeando-as e destruindo inúmeros obuses.</p>
<p>A partir de 26 de julho, dois dos &#8220;Corsários&#8221; foram transferidos para operar desde uma pista preparada especialmente para as operações da Aviação Naval, em Ilha Bela, São Paulo. Além das missões de patrulha e reconhecimento, essas duas aeronaves passaram a realizar missões de escolta aos <a href="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/2021/08/05/savoia-marchetti-sm-55a/">Savoia-Marchetti SM.55A</a> e <a href="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/2021/08/05/martin-pm-1b-p1m/">Martin PM-1B</a>, que estavam sendo utilizados para bombardear alvos de valor estratégico.</p>
<p>Os dois &#8220;Corsários&#8221; que estavam no Rio de Janeiro foram deslocados, em agosto, para apoiar as operações na frente sul, mas um deles foi perdido ao se acidentar após sofrer pane seca.</p>
<p>Com o final do conflito, a 1ª Seção foi extinta em 01/12/1932.  Os três &#8220;Corsários&#8221;, agora designados como O1V (indicando serem aeronaves de observação, do 1º tipo fabricado pela Vought em uso na Aviação Naval), juntamente com dois exemplares de uma versão semelhante, o Vought V-66B, passaram a compor a 1ª Divisão de Observação (1ª DO), sediada no Rio de Janeiro e subordinada à Força Aérea da Esquadra.</p>
<p>Em outubro de 1933, foi criada a 2ª Divisão Aérea de Observação (2ª DAO), integrante da Defesa Aérea do Litoral e para essa nova unidade foram transferidos os três O1V. Porém, antes do ano acabar, dois deles sofreriam acidentes; uma das aeronaves foi recuperada pelo pessoal de manutenção das Oficinas Gerais da Aviação Naval.</p>
<p>Com apenas dois exemplares em uso, e sofrendo de problemas de corrosão do motor, os O1V acabaram por serem desativados, um deles em 1935 e outro em 1936.</p>
<p><b>Características técnicas (Chance Vought O2U-2A Corsair)</b></p>
<table class="m" summary="características técnicas da aeronave">
<tbody>
<tr>
<td><i>Motor</i></td>
<td>1 Pratt &amp; Whitney R-1340-C de 420 HP</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Comprimento</i></td>
<td>7,72 m</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Envergadura</i></td>
<td>10,97 m</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Superfície alar</i></td>
<td>29,72 m<sup>2</sup></td>
</tr>
<tr>
<td><i>Altura</i></td>
<td>3,60 m</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Peso</i></td>
<td>997 kg (vazio, com trem de pouso); 1.202 kg (vazio, com flutuadores); 1.180 kg (máximo, com trem de pouso); 1.765 kg (máximo, com flutuadores)</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Velocidade</i></td>
<td>241 km/h (máxima, com trem de pouso); 236 km/h (máxima, com flutuadores)</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Alcance</i></td>
<td>978 km (com trem de pouso), 919 km (com flutuadores)</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Razão de subida</i></td>
<td>491 m/min (com trem de pouso), 579 m/min (com flutuadores)</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Teto de serviço</i></td>
<td>6.126 m (com trem de pouso), 5.410 m (com flutuadores)</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Tripulação</i></td>
<td>1 piloto e 1 metralhador/observador</td>
</tr>
<tr>
<td><i>Armamento</i></td>
<td>1 metralhadora Lewis .30 pol na seção cental da asa superior e 1 metralhadora Lewis .30 pol na nacele traseira; até 226,5 kg de bombas em cabides instalados sob as asas.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b>Vistas laterais</b></p>
<figure id="attachment_849" aria-describedby="caption-attachment-849" style="width: 1014px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-849" src="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o1v-1_1a_divisao_de_observacao-1024x441.png" alt="" width="1024" height="441" srcset="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o1v-1_1a_divisao_de_observacao-1024x441.png 1024w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o1v-1_1a_divisao_de_observacao-300x129.png 300w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o1v-1_1a_divisao_de_observacao-768x331.png 768w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o1v-1_1a_divisao_de_observacao-1536x661.png 1536w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o1v-1_1a_divisao_de_observacao-2048x882.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-849" class="wp-caption-text">O1V nº 1, 1ª Divisão de Observação.</figcaption></figure>
<figure id="attachment_850" aria-describedby="caption-attachment-850" style="width: 1014px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-850" src="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o1v-3_1a_divisao_de_observacao-1024x397.png" alt="" width="1024" height="397" srcset="https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o1v-3_1a_divisao_de_observacao-1024x397.png 1024w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o1v-3_1a_divisao_de_observacao-300x116.png 300w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o1v-3_1a_divisao_de_observacao-768x298.png 768w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o1v-3_1a_divisao_de_observacao-1536x596.png 1536w, https://asassobreosmares.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/08/o1v-3_1a_divisao_de_observacao-2048x794.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-850" class="wp-caption-text">O1V nº 3, 1ª Divisão de Observação.</figcaption></figure>
<hr noshade="noshade" size="1" width="40%" />
<p><b>Bibliografia:</b></p>
<ol>
<li>J. Flores Jr., “Aeronaves Militares Brasileiras – 1916 – 2015”, Action Editora, Rio de Janeiro, 2015.</li>
<li>A. Camazano A., &#8220;Os VOUGHT O2U-2A, V-65B e V-66B CORSAIR: Seu emprego no Brasil&#8221;. Idéias em Destaque, nº 49, Jan./Jun. 2017, INCAER, Rio de Janeiro.</li>
<li>100 Anos da Aviação Naval no Brasil / FGV Projetos. – Rio de Janeiro:<br />
FGV Projetos, 2016.</li>
</ol>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
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